Atlético-MG e Grêmio lucram com promessas da base; confira valores das negociações

O Brasil é um grande celeiro de talentos e não à toa, é o país com mais atletas a marcar na UEFA Champions League, maior competição de clubes do mundo. Se antes os clubes europeus buscam nossos maiores craques, agora eles buscam nossas maiores promessas para molda-las ao seu estilo. É o caso de Savinho do Atlético-MG, que foi vendido em 2022 ao Grupo City por R$40 milhões de reais com apenas 17 anos de idade antes mesmo de marcar seu primeiro gol pelo profissional.

Um dos motivos para clubes brasileiros fazerem vendas tão precoces, é por conta de sua saúde financeira, que na maioria dos casos é frágil e precisa desses valores para aliviar as dívidas. É o que explica Júnior Chávare, ex-diretor da base do Galo:

“É preciso tomar cuidado para não queimar etapas. Em alguns casos, os clubes têm pressa para vender o jogador porque precisa usar esse dinheiro para sanar pendências financeiras.Com isso, na maioria das vezes essas vendas ficam aquém do que poderiam se esse menino tivesse mais tempo para se desenvolver. Porém, cada dirigente sabe a realidade do seu clube e onde isso afeta no seu dia a dia.”

Quem também se viu obrigado a negociar jogadores em 2022 foi o Grêmio, que disputará a Segunda divisão em 2022, o Imortal se viu obrigado a negociar o lateral Vanderson por R$66 milhões com o Mônaco, da França.

Atlético-MG se aproxima de meta de vendas

O Atlético-MG tem como meta para 2022 faturar R$140 milhões em venda de jogadores na temporada de 2022. Até então, o clube já conseguiu faturar R$100 milhões com as vendas de Júnior Alonso, Marquinhos e Savinho. A tendência é de que mais atletas deixem o clube no meio do ano, quando a janela de transferências da Europa se abrir.

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