Dirigente abre o jogo sobre estratégias do Galo no mercado de transferências

Em entrevista à Rádio 98FM, o diretor de futebol do Galo, Rodrigo Caetano, explicou a situação financeira do clube, no que diz a respeito a reforços. Segundo ele, o alvinegro compete nos projetos esportivos, salários, direitos de imagem, comissão para agente e às vezes luvas no contrato de trabalho, e não nos valores de uma transferência.

“O nosso caso, hoje, não nos permite chegar em determinado clube e fazer um aporte. O que temos como competir no mercado? Tenho condições de me aproximar da concorrência na questão do salário, imagem, comissionamento, às vezes nas luvas. Eu ataco muito mais no projeto financeiro e desportivo do atleta. Isso limita muitas vezes nossa busca, na questão da idade. Quais jogadores jovens ficam em fim de contrato? Raros”, disse.

O dirigente também falou sobre o ano do Atlético. Para ele, o grande equívoco foi ter dado prioridade aos jogos de mata-mata e esquecido do Campeonato Brasileiro.

“Nós, infelizmente, em alguns momentos, demos um foco maior para os jogos eliminatórios. Isso é um pecado que se comete. Eu acho que a copa tem que andar ao lado, porque se você estiver muito bem no Campeonato Brasileiro… Um clube como o Atlético, como outros dois ou três, que tem elenco, que tem capacidade de estar na ponta em todas elas, tem que botar o campeonato da liga como sendo a prioridade. Porque o da Copa vem ao natural. E não inverter essa balança”, explicou.

Reformulação no elenco?

Caetano também falou sobre uma possível oxigenada no elenco para a temporada que vem. “Claro que estamos lambendo as nossas feridas. Entendemos que nós estamos aquém e estamos em dívida, mas eu sou contra reformulação. Ruptura. Isso significa eterno recomeço. Eu sou mais do ajuste, da correção de rota, de arrumar o que não deu certo, porque a conta é cara quando se fala em ruptura”, afirmou.

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